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terça-feira, 25 de setembro de 2018

VERA LUCIA DOS SANTOS




Membro-Fundadora da Academia Sancristovense de Letras e Artes (ASCLEA). Vera Lúcia dos Santos nasceu no dia 28 de março de 1963 em São Cristóvão; é filha de Josefa Tereza de Jesus (tecelã) e Lourival José dos Santos (marceneiro). Cursou o ensino fundamental e médio em escola pública e formou-se em Letras pela Faculdade Atlântico. Dentre tantas atividades da sua vida, vale destacar que Vera Lúcia é funcionária pública municipal, professora, mãe de Thereza Sofia dos Santos Feitosa, membro do Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA/SC), ex-chefe de gabinete da Procuradoria do Município, ex-secretária na Promotoria Especial de São Cristóvão, ex-oficial de cartório no Juizado Especial Cível e Criminal. 

PRODUÇÃO ACADÊMICA E POÉTICA

Apaixonada por sua cidade, participante de várias edições do FASC e sentindo a escassez de dados sobre sua História, resolveu pesquisar e apresentar o resultado na forma de uma monografia intitulada “A Memória do primeiro Festival de Arte de São Cristóvão em questão” que deseja lançar no formato livro (prelo). A propósito, Vera mantém produção poética, com alguns versos publicados no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, a exemplo desta que teve como mote o FASC 2017:






















PATRONA: MARIA VESTA VIANA
CADEIRA N. 7

Ela nasceu no dia 30 de agosto de 1930. Artista plástica e poetisa de São Cristóvão, conhecida como pintora primitiva de igrejas e paisagens de sua cidade. Ainda menina, em 1960, descobriu seu talento com as tintas e em 1970 foi descoberta como artista plástica, pelo ilustre casal, Jorge Amado e Zélia Gattai, enquanto visitavam a 4ª Cidade mais antiga do Brasil. Vesta orgulhava-se de cuidar do jardim do quintal de sua casa, e foi nesse cenário em que a jovem artista conheceu o casal que se transformou em amigos correspondentes. O casal de turistas, em busca dos deliciosos doces, confeccionados e comercializados por Dona Noêmia Soares Viana, se deparou com a garota simples, entretida em meio a tintas e tela.

Em 1972, Vesta Viana montou ateliê em sua casa e o manteve até 1986. Sua Exposição no 1º FASC e a ajuda de Jorge Amado e Zélia Gattai foram de suma importância para a consagração da artista e para a divulgação de sua obra. Por intermédio do casal, sua obra integra o acervo do Museu de Arte Primitiva de Guimarães, Portugal e diversas instituições culturais receberam seus quadros.

Como poetisa, seguiu a mesma linha da artista plástica, inspirando-se sempre nas belezas da sua terra natal. Sua obra poética não chegou ao conhecimento das editoras.

A artista dirigiu na década de 90, a instituição Centro de Artes Aloísio Magalhães, onde também ministrava aulas de pintura, com muita competência. Ela recebeu em 2005 a Comenda Cultural FASC, dedicada àqueles que contribuíram para criação e para o sucesso do evento.

Vesta Viana, manteve ao longo de sua vida, uma prestação de serviço gratuito à população de São Cristóvão, através dos seus relevantes conhecimentos sobre a história da cidade, disponibilizando-os a quem a procurasse. Disso posso falar, pois em meados de 2009, estive em sua casa, em busca de informações acerca do Primeiro Festival de Artes de São Cristóvão. Educada, cordial e humilde, a artista abriu suas portas e me acolheu em um longo e incansável diálogo, o qual foi de grande valia para a confecção do meu Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado Faculdade Atlântico. Após horas de conversa, anotações e delírios, deixei a casa 54, da Rua Frei Santa Cecília, maravilhada e cheia de admiração por aquela pessoa/artista encantadora e nobre.

Maria Vesta Viana faleceu no dia 21 de janeiro de 2017.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

EDCARLA SORAIA DOS SANTOS




Acadêmica da ASCLEA desde 1/8/2018. Nasceu em Aracaju-SE, no dia 22 de maio de 1979. Filha da sancristovense professora Edivanete dos Santos Feitosa e do alagoano técnico em Radiologia Carlos Alberto dos Santos Feitosa (In memorian). Seus primeiros 05 anos de vida foram vividos na capital sergipana, porém, no ano de 1984 seus pais retornaram para São Cristóvão onde se estabeleceram até os dias de hoje.

Estudou o primário nas escolas municipais “Menino Deus; Escola Lar Imaculada Conceição (Antigo Orfanato). Cursou o ginásio no Centro Educacional “Prado Meirelles”, após conclusão deste, ingressou como sendo primeira turma do ensino médio do Colégio Estadual “Dom Luciano José Cabral Duarte”. 

No ano de 1999, consegue aprovação na Universidade Federal de Sergipe, no curso de bacharel em Serviço Social, e após 04 anos de graduada, formou-se como Pedagoga, pela Faculdade de Ensino Regional Alternativa (FERA). Hoje, já pós graduada em Psicopedagogia pela mesma instituição de ensino superior.

Latente na vida foi, sempre será, o amor pelas palavras. No ano de 1992, sob forte influência de sua mestra, a professora de História Rosa Macário, junto com a colega de classe e amiga Katiuscia Corrêa, foi lançado o primeiro formato de informativo à população. Nascia a Gazetinha CEPM, da escola que leva essas siglas. Com a conclusão do ginásio, o jornalzinho, como era chamado passou à nomenclatura de “O Bom da Praça”. Entretanto, a falta de apoio abreviava a sua continuidade. A incansável estudante sempre se agarrou ao sonho de que a cidade poderia se destacar por meio deste veículo, e nunca deixou de acreditar que o seu povo um dia reconheceria toda a sua luta, e de outros, pela ascensão intelectual e cultural da antiga capital do Estado.

No ano de 2014 é procurada pelo carioca aposentado Rubem Maia, para juntos editarem um jornal impresso que mostrasse ao mundo o que a Velha Cap tinha e tem de melhor. Buscou-se os caminhos, e, no dia 31 de maio de 2015 é lançado o Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, e mais uma vez esse sonho de disseminar cultura é reavivado. Atualmente é Editora-Chefe e proprietária do único impresso da cidade e o desafio continua posto. 

Aos 39 anos, Edcarla Soraia é compreendida como uma mulher polivalente, com atuação em diversas áreas profissionais. Encontra-se contratada pela Prefeitura Municipal de São Cristóvão, assessorando administrativamente a Secretaria de Assistência Social e Trabalho. Assim como, além da grande responsabilidade pela manutenção do jornal, coordena a Faculdade de Ensino Regional Alternativa, que está instalada no município desde o ano de 2012, onde também luta pela permanência da mesma na cidade, pelo entendimento da relevância do seu papel enquanto instituição de ensino superior, contribuindo com o desenvolvimento intelectual e aprimoramento dos conhecimentos da gente sancristovense.


ANA MARIA MENEZES COUTO
PATRONA – CADEIRA N. 12

Nasceu em Aracaju no dia 15 de julho de 1955, filha mais velha do caminhoneiro Normando Siqueira Menezes e da professora Laurice Silva Menezes. Proveniente de família humilde e criada dentro dos ensinamentos da religião Evangélica, Ana viu nos estudos a oportunidade de mudar sua realidade.

Estudou em escolas públicas: concluiu o Curso Primário no Educandário “I Centenário”, em 1966; O Curso Ginasial concluiu em 1970, no Instituto de Educação “Ruy Barbosa”; deu sequência ao Curso Colegial no Colégio Estadual “Atheneu Sergipense”, em 1973; no ano de 1975 concluiu o Curso Pedagógico, quando retornou para o Instituto de Educação “Ruy Barbosa”.

Ao terminar o Curso Pedagógico, prestou vestibular e ingressou na Universidade Federal de Sergipe para estudar Ciências Biológicas, concluindo o curso em 1979. Na área desenvolveu prestimosos trabalhos no Instituto Parreiras Hortas, mas fez realmente história no âmbito da Educação.

Iniciou o magistério na Rede Estadual de Sergipe no Colégio Estadual “Senador Paulo Sarazate”, em 1976. Em 1979, Ana Maria casou-se com Carlos Augusto Couto, quando passou a adotar o nome Ana Maria Menezes Couto, ou somente Ana Couto, como ficou mais conhecida em São Cristóvão.

Com Augusto, como ela tratava carinhosamente o esposo, teve dois filhos: Ilana Mary Menezes Couto e Allan Augusto Menezes Couto. Estava formada a família que tanto idealizou. Moraram a princípio na casa dos sogros, na Avenida Otoniel Amado (Avenida de Dentro). Depois, trabalhando duro, o casal comprou uma casa na Rua Frei Norberto e, ali ela viveu até o último dia de sua vida.

Entre 1983 a 1989, trabalhou como diretora do Colégio Elísio Carmelo, onde incentivou os alunos a inscreverem-se para o Concurso do Estado e, assim, ingressar na Rede Estadual de Ensino.

Em 1990, foi convidada pela prof. Magna Barroso a fazer parte da comissão organizadora da Escolinha Semente do Saber, onde trabalhou com os alunos de alfabetização, fazendo um trabalho magnífico na área de alfabetização. 

No início dos anos 90 foi acometida por uma doença autoimune, Lúpus. Infelizmente este mal avançou rapidamente, o que a deixou muito debilitada e, por isso, ela precisou afastar-se da sala de aula para cuidar da saúde. Porém, depois de muita luta, em 26 de junho de 1992, aos 36 anos, Ana Couto veio a falecer, entretanto, a professora deixou um importante legado para São Cristóvão, colaborando significante com a melhoria educacional de centenas de estudantes, que certamente a levarão para sempre em seus corações.

domingo, 22 de julho de 2018

DENIZE SANTIAGO DA SILVA



Acadêmica da ASCLEA desde 1/8/2018. Nasceu em São Cristóvão/SE no dia 16 de fevereiro de 1978. Filha de Amaro Ferreira da Silva e Eleodora Maria Santiago da Silva. Pedagoga Licenciada pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Servidora Estadual concursada (SEED/SE). Estudou nas escolas públicas de nossa cidade. Possui os cursos técnicos: Pedagógico, Gestão Pública, Secretariado, Curadoria de Museus e Informações Turísticas. Pós Graduada em Atendimento Educacional Especializado e Educação Especial. 

ATUAÇÃO - LITEROATIVIDADES 

Atuou na área cultural como: Instrutora Cultural nos Museus e igrejas pela extinta SUBPAC; coordenadora do Museu de Arte Sacra de São Cristóvão, Administradora e Coordenadora de Educação Patrimonial e Cultural do Museu Histórico de Sergipe. Franciscana Secular e Presidente da Pia União das Filhas de Maria. Amiga do Museu da Polícia Militar do Estado de Sergipe, colaboradora na organização dos eventos da instituição; participou e promoveu diversas rodas de leitura e contadores de estórias no Museu Histórico de Sergipe: Roda de quadrinhos indígena na com o Departamento de Letras da UFS; Projeto de leitura com o CODAP-UFS; cinema no Museu, História de Pescador, dentre outros. 



LOURDES TAVARES DOS SANTOS
PATRONA - CADEIRA N. 13

Mulher negra, uma vida dedicada a educação e a religião católica, vencendo preconceito. Nasceu em 25 de setembro de 1927 e faleceu no dia 9 de junho de 2018 viúva. Filha de Genário José dos Santos e de Maria Liberalina Tavares. Casou-se em fevereiro de 1962. Como educadora teve atuação marcante como professora responsável da Escola Municípal Marcílio Dias (Conhecida como Escola da Colônia de Pescadores) nas décadas de 1950/1960. Foi duas vezes Diretora da E.M. Lourival Batista na década de 70. Professora na E.E. Manoel dos Passos, no final da década de 1980; professora da Escola do Lar Imaculada Conceição (ELIC) no início da década de 1990. Encerrou carreira no magistério na Biblioteca Municipal Dr. Lourival Batista. Dos relevantes serviços a Educação foi nomeada “Madrinha de São Cristóvão”.

Foi vereadora na década de 1970. 

Prendada, fazia muitas grinaldas para noivas da cidade e as coroinhas das crianças que participavam da Coroação da imagem de Nossa Senhora no mês de maio. Entrou na Pia União das Filhas de Maria em 08 de dezembro de 1956; pertencia a Ordem Franciscana Secular desde 26 de abril de 1956 (50 anos) e foi membro da Apostolado da oração do Sagrado Coração de Jesus desde 07 de julho de 1939, onde ocupou diversos cargos, inclusive, de presidenta (70 anos). 

Foi homenageada na década de 1980 pelo prefeito Lauro Rocha de Andrade, quando teve seu nome atribuído a unidade de ensino E.M.E.F. Maria de Lourdes Tavares, localizada no Povoado Caípe Novo.

MARIA RITA DOS SANTOS


Acadêmica-fundadora da ASCLEA. Nasceu em 13 de agosto de 1965, na cidade de Aracaju, filha de José Alcino dos Santos e de Josefina dos Santos, Pedagoga, Professora aposentada, mãe de duas filhas e avó de 03 netas, poetisa e pesquisadora , estudou o curso primário (Ensino Fundamental menor) na Escola Municipal Presidente Dr. Getúlio Vargas (escola já extinta), o Ginasial (Ensino Fundamental Maior), no Ginásio Senador Paulo Sarazate (atual Escola Estadual Senador Paulo Sarazate), cursou o pedagógico no Colégio de 2º grau São Cristóvão (atual Colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo), na Faculdade Pio Décimo cursou Pedagogia com habilitação em Supervisão Escolar e também fez na mesma instituição de ensino a especialização em Educação e Gestão.

COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO 

Ingressou na Rede Estadual de Ensino em meados de 1985, lecionando o Ensino fundamental menor na Escola Estadual Luiz Guimarães, onde trabalhou ali por cerca de 09 anos, lecionou por doze anos e foi pedagoga por um ano e meio no Colégio Estadual Padre Gaspar Lourenço, com pouco tempo foi exercer por dois anos a função de Coordenadora de Ensino no colégio Estadual Deputado Elísio Carmelo e em seguida galgou a Gestão do mesmo Colégio onde elevou a escola a referência em educação na cidade de São Cristóvão, em pouco mais de nove anos - tempo da aposentadoria - deu a referida unidade escolar prêmios Estaduais, Nacionais e Internacionais. 

PRODUÇÃO

Como poetisa participou de Concursos de Poesia (3º Lugar no Concurso Aquela poesia que estava na Gaveta) de Itaim Paulista, 2° e 3º Lugares no Concurso de Poesia Falada promovido pela ACASC na década de 90. Possui publicações: no Arte e Literatura, suplemento da extinta Gazeta de Sergipe, na década de 80; no Anuário de Poetas do Brasil 1984; também no Jornal Folha do Subúrbio, de Camaçari/Ba, organizado por Aparício Fernandes. No jornal Vale do Aço, do Rio de Janeiro, há uma publicação e uma crítica, esta tem por título “Uma radiante promessa”, acerca da sua poetica, ambas da década de 90.

Em suas pesquisas pedagógicas tem produzido materiais concernente à educação, com base em suas experiências, com perspectiva de publicação futura. 



MARIA PAIVA MONTEIRO (DONA MARINETE)
PATRONA - CADEIRA N. 3

Maria Paiva Monteiro ou simplesmente Dona Marinete, nasceu em 19 de janeiro de 1913, filha de Horácio Pio Monteiro e de Dona Francisca Paiva Monteiro, Professora do ensino primário (estudou de 1927 a 1931 na Escola Normal de Aracaju), uma das profissões mais nobres que uma mulher podia exercer no início do século XX em Sergipe. Eleita pela população local a mulher Cristovense do século XX, Vereadora em 1936, aos 23 anos de idade, organizou toda a documentação da Câmara de Vereadores, inclusive secretariando as sessões, renunciou ao cargo de Vereadora em 1937, voltando a se dedicar mais intensamente aos trabalhos do magistério e aos diversos Conselhos de que fazia parte. Secretária voluntária do Centro Social Santa Clara por 30 anos de atuação efetiva, estando à frente de todos os trabalhos realizados, dentre eles a aquisição de casas em bairros periféricos e povoados que foram transformadas em escolas. Com o passar dos anos, cada bairro ou povoado de S. Cristóvão recebeu um núcleo do centro social, onde eram ministradas aulas do ensino regular, corte e costura, datilografia, bordado e arte culinária, além da criação de uma Escola Radiofônica e de uma loja onde eram comercializados os produtos confeccionados durante as aulas.

Pesquisadora, escreveu textos que hoje circulam desprovidos dos créditos autorais a respeito da Festa de Passos, lista do paroquiato de N. Sra. da Vitória, dentre outros. Foi secretária da Associação Nossa senhora do Carmo e participou ativamente dos preparativos da Festa de Passos, religiosa ao longo da vida, era uma leiga com prestígio de religiosa que atuava entre as freiras da Imaculada Conceição, sua trajetória de beata está intrinsecamente marcada pela devoção ao Senhor dos Passos. Após aposentadoria, foi morar com as irmãs no Lar Imaculada Conceição, onde faleceu em 04 de fevereiro 2004.