Mostrando postagens com marcador Vesta Viana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vesta Viana. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de fevereiro de 2019

ASCLEA HOMENAGEIA MARIA VESTA VIANA

Herdeira de Vesta Viana, Mariana, recepcionada por Vera Lucia

Na tarde de quinta, 31/1, a Academia Sancristovense de Letras e Artes (ASCLEA) realizou a primeira edição do projeto “Homenagem ao Patrono(a)”, com uma sessão dedicada a artista Maria Vesta Viana, patrona da cadeira N. 7, da poetisa Vera Lucia Santos. 

Houve recital poético e palestras sobre a vida e a obra de Vesta Viana, falecida no dia 21 de janeiro de 2017. "Dois anos sem Vesta", como alguns ascleanos batizaram o evento, revelou o quanto São Cristóvão era essencial na inspiração e no estado de espírito desta sancristovense, amiga de Zellia Gattai e Jorge Amado. 

O Colégio Prado Meireles enviou 2 turmas para prestigiar o evento. Diante da plateia de estudantes, familiares, artistas e amigos da homenageada, Cleide Santos e Maria Gloria, poetisas, entoaram versos; Thiago Fragata, historiador e biógrafo de Vesta Viana, revelou casos hilários e concitou todos a realizar catalogação da obra dispersa da artista naif, ora como acervo de instituições como o Museu Histórico de Sergipe, ora na mão de colecionadores e/ou leigos. 

O historiador destacou ainda que “Vesta Viana vivia poeticamente e isso se acha plasmado em seus quadros; embora suas poesias – sim, ela escrevia poesias - não tenham entrado no mercado. A cidade era sua fonte de inspiração para os dois movimentos artísticos mais intensos da vida. Sua relação bairrista com São Cristóvão tinha no passado imperial algo extemporâneo. Explico. Vesta era monarquista e vivia àquela época mesmo vivendo em tempos republicanos, não por acaso compareceu a recepção ao herdeiro do trono imperial, Dom Luiz de Orleans e Bragança, aqui mesmo neste museu, por ocasião do plebiscito “Brasil: republicano ou monarquia parlamentarista?”, em 1993. Minha última visão de Vesta Viana foi no seu velório, no dia 21 de janeiro de 2017, percebi que adornando o féretro tinha um terço e um brouche com o brasão imperial. 

GALERIA DE IMAGENS






terça-feira, 25 de setembro de 2018

VERA LUCIA DOS SANTOS




Membro-Fundadora da Academia Sancristovense de Letras e Artes (ASCLEA). Vera Lúcia dos Santos nasceu no dia 28 de março de 1963 em São Cristóvão; é filha de Josefa Tereza de Jesus (tecelã) e Lourival José dos Santos (marceneiro). Cursou o ensino fundamental e médio em escola pública e formou-se em Letras pela Faculdade Atlântico. Dentre tantas atividades da sua vida, vale destacar que Vera Lúcia é funcionária pública municipal, professora, mãe de Thereza Sofia dos Santos Feitosa, membro do Conselho Municipal de Direito da Criança e do Adolescente (CMDCA/SC), ex-chefe de gabinete da Procuradoria do Município, ex-secretária na Promotoria Especial de São Cristóvão, ex-oficial de cartório no Juizado Especial Cível e Criminal. 

PRODUÇÃO ACADÊMICA E POÉTICA

Apaixonada por sua cidade, participante de várias edições do FASC e sentindo a escassez de dados sobre sua História, resolveu pesquisar e apresentar o resultado na forma de uma monografia intitulada “A Memória do primeiro Festival de Arte de São Cristóvão em questão” que deseja lançar no formato livro (prelo). A propósito, Vera mantém produção poética, com alguns versos publicados no Jornal Tribuna Sergipe Del Rey, a exemplo desta que teve como mote o FASC 2017:






















PATRONA: MARIA VESTA VIANA
CADEIRA N. 7

Ela nasceu no dia 30 de agosto de 1930. Artista plástica e poetisa de São Cristóvão, conhecida como pintora primitiva de igrejas e paisagens de sua cidade. Ainda menina, em 1960, descobriu seu talento com as tintas e em 1970 foi descoberta como artista plástica, pelo ilustre casal, Jorge Amado e Zélia Gattai, enquanto visitavam a 4ª Cidade mais antiga do Brasil. Vesta orgulhava-se de cuidar do jardim do quintal de sua casa, e foi nesse cenário em que a jovem artista conheceu o casal que se transformou em amigos correspondentes. O casal de turistas, em busca dos deliciosos doces, confeccionados e comercializados por Dona Noêmia Soares Viana, se deparou com a garota simples, entretida em meio a tintas e tela.

Em 1972, Vesta Viana montou ateliê em sua casa e o manteve até 1986. Sua Exposição no 1º FASC e a ajuda de Jorge Amado e Zélia Gattai foram de suma importância para a consagração da artista e para a divulgação de sua obra. Por intermédio do casal, sua obra integra o acervo do Museu de Arte Primitiva de Guimarães, Portugal e diversas instituições culturais receberam seus quadros.

Como poetisa, seguiu a mesma linha da artista plástica, inspirando-se sempre nas belezas da sua terra natal. Sua obra poética não chegou ao conhecimento das editoras.

A artista dirigiu na década de 90, a instituição Centro de Artes Aloísio Magalhães, onde também ministrava aulas de pintura, com muita competência. Ela recebeu em 2005 a Comenda Cultural FASC, dedicada àqueles que contribuíram para criação e para o sucesso do evento.

Vesta Viana, manteve ao longo de sua vida, uma prestação de serviço gratuito à população de São Cristóvão, através dos seus relevantes conhecimentos sobre a história da cidade, disponibilizando-os a quem a procurasse. Disso posso falar, pois em meados de 2009, estive em sua casa, em busca de informações acerca do Primeiro Festival de Artes de São Cristóvão. Educada, cordial e humilde, a artista abriu suas portas e me acolheu em um longo e incansável diálogo, o qual foi de grande valia para a confecção do meu Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado Faculdade Atlântico. Após horas de conversa, anotações e delírios, deixei a casa 54, da Rua Frei Santa Cecília, maravilhada e cheia de admiração por aquela pessoa/artista encantadora e nobre.

Maria Vesta Viana faleceu no dia 21 de janeiro de 2017.